domingo, 15 de fevereiro de 2009

Birthday of the dead poet


Sexta feira treze. Podemos dizer que foi a data de nascimento deste blog.
Seria um mau augúrio?

Este dia começou bêbado, como me lembro agora e talvez venha a esquecer depois. Mas só fui perceber isso depois da meia noite, após champagne na sarjeta, boca cheia de areia e olho de cegueira.

O que poderia fazer - cavar um preenchimento deste buraco que ficou ainda maior, após uma despedida que pesa por estar sempre presente. O jeito era encher a cara, o corpo, e o espírito com o desprezo próprio, a triste impotência diante do deus ausente.

O sol já estava alto quando, no dia 14, me peguei fazendo sexo comigo mesmo e um fantasma, éramos três, e um que não estava ali. Com isso, avalei minha sombra como um voyer enlouquecido, comendo imagens de uma cópula demoniaca. Oh, sim. Eu vejo. Eu vejo.

E agora, independente de tudo, eu dependo de ti.

Agora, o tempo passou, e eu devo esquecer.

Amanhã preciso encontrar uma nova casa para morar.